As contradições do socialismo - parte 2

Apesar de se apresentar como científico, o socialismo na verdade é camaleônico. Ele é um sistema de governo? Ele é um sistema de produção? É uma ideologia? É uma moda? Até uma razão de viver para alguns? A resposta é sim para todas as perguntas.
Por isso os esquerdistas têm tanta facilidade em se desviar das críticas que fazemos ao socialismo.
Quando você demonstra com argumentos econômicos que a produção socialista é inerentemente pior que a capitalista, os esquerdistas se defendem com argumentos geopolíticos do tipo "é o embargo americano que faz o povo de Cuba ser pobre".
Se você aceitar o jogo e falar sobre o desrespeito gritante aos direitos humanos nos países socialistas, eles novamente mudarão de assunto, falarão das desigualdades do capitalismo, que no socialismo todos são iguais, existe mais solidariedade e outros "argumentos" inquantificáveis.
Se você mais uma vez engolir o joguinho dele e apontar que o socialismo é injusto pois quem se esforça muito e quem se esforça pouco são premiados igualmente, o nosso esquerdinha vai dizer que pertence a uma "outra vertente" socialista, dizer que você não sabe o que é o socialismo real e não passa de um egoísta que não se importa com o sofrimento dos outros. E aí você perdeu a discussão, meu caro. Porque permitiu que seu interlocutor "mudasse de pele" quantas vezes quisesse.
O socialismo promete a fartura, pois todas as pessoas estarão produzindo, sabendo que é para o bem de todos. Mas... lá vem os fatos, esses impertinentes. Sabe o que é Holodomor? É o nome do holocausto da fome que aconteceu na Ucrânia sovietizada, nos idos de 1932-33. Sigam o link em inglês, meus caros. Dispensa mais palavras.
Ainda com a barriga cheia de socialismo? Que tal o Grande Salto Adiante, política do regime da China comunista que causou entre 20 e 30 milhões de mortes?
Por que você nunca ouviu falar da fome na Ucrânia e nas dezenas de milhões de mortos na China?
Porque seu livro de História esquerdista se preocupa em mostrar, nos anos 30, como Getúlio lidou com a Revolução de 32 e a ascensão dos regimes totalitários na Europa. Em 1958-62, seu livro de História "imparcial" prefere mostrar como os Estados Unidos entraram na Guerra do Vietnã, a crise dos mísseis em Cuba e a Guerra Fria em geral.
Esses assuntos também eram importantes. Mas não dar nem uma palavra sobre os milhões de mortos, é cuspir em seus túmulos. Nunca mais olhei para um livro de História sem pensar:
"Quais verdades será que esse autor está me escondendo?"
Pensei que daria pra fazer em duas partes mas não. A parte 3 será a mais polêmica. Até lá.
1 Comments:
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